A Integrals Power, uma empresa de origem britânica especializada em soluções tecnológicas inovadoras, fez recentemente um anúncio de grande relevância para o setor automóvel. A empresa revelou um avanço significativo no desenvolvimento de novas baterias elétricas para veículos elétricos, com a introdução de um novo composto que promete melhorar de forma substancial a autonomia dos carros elétricos. Segundo a empresa, essa inovação poderá aumentar a autonomia das baterias em até 20%, o que constitui uma evolução importante para a indústria da mobilidade elétrica.
Este progresso tem o potencial de representar um marco decisivo na transição para uma mobilidade mais sustentável, ao mesmo tempo que responde a um dos maiores desafios enfrentados pelos veículos elétricos: a autonomia das baterias. Com esta novidade, a Integrals Power mostra-se na vanguarda da inovação tecnológica, oferecendo uma solução que pode acelerar ainda mais a adopção de veículos elétricos e contribuir para o desenvolvimento de um futuro mais ecológico e eficiente.
Avanço na tecnologia: novas baterias elétricas
Resultados dos testes de desempenho
Os testes realizados pela Integrals Power confirmaram que as células LMFP apresentaram uma notável capacidade de retenção de carga, mesmo em condições de descarga exigentes. A validação mostrou que, a uma taxa de descarga de 2C, que corresponde a uma descarga completa em 30 minutos, as células LMFP mantiveram 99% da sua capacidade original.
Já a uma taxa de descarga mais elevada de 5C, ou seja, uma descarga em 12 minutos, a retenção foi de 95%, o que demonstra uma excelente performance em situações de maior exigência. Mesmo a uma taxa extrema de 10C, que corresponde a uma descarga em apenas 6 minutos, as células conseguiram manter 60% da sua capacidade inicial. Esses resultados foram relatados pelo site especializado Interesting Engineering, que evidenciou a eficiência do novo material sob diferentes condições de descarga.
No entanto, Behnam Hormozi, diretor executivo da Integrals Power, foi enfático ao destacar os resultados da validação em taxas de descarga elevadas. Ele sublinhou que, mesmo em testes com taxas de descarga que chegam a 10C, muito acima das situações de utilização realista, o material LMFP mostrou uma excelente retenção de capacidade.
A 5C, as células mantiveram 92% da sua capacidade original, e a 2C, a retenção foi de 99%, o que reforça a qualidade e a viabilidade do material para o uso em baterias de veículos elétricos. Mesmo nos cenários mais exigentes, como o de 10C, a retenção de capacidade de 60% foi considerada notável, mostrando a robustez e a durabilidade do novo composto.
O significado da taxa de descarga (C)
A taxa de descarga, frequentemente denotada pela letra C, é uma medida que descreve a rapidez com que a energia armazenada numa bateria é utilizada ou descarregada em relação à sua capacidade total. Em termos simples, a taxa de descarga indica o tempo necessário para que a bateria seja completamente descarregada, dependendo da intensidade da corrente de descarga. Por exemplo, quando uma bateria é descarregada a uma taxa de 1C, significa que ela será totalmente descarregada ao longo de uma hora. Se a taxa de descarga for de 2C, a descarga ocorrerá em 30 minutos, o que representa uma taxa de consumo de energia mais rápida.
Da mesma forma, a uma taxa de 5C, a bateria será descarregada em apenas 12 minutos, e, a uma taxa de 10C, a descarga ocorrerá ainda mais rapidamente, em apenas 6 minutos. Este parâmetro de descarga é particularmente importante para aplicações de alta potência, como os veículos elétricos, onde a necessidade de uma entrega rápida e eficiente de energia é crucial. A capacidade de uma bateria de fornecer energia rapidamente, sem uma perda significativa de capacidade ou desempenho, é fundamental para garantir a eficiência e o bom funcionamento dos veículos elétricos, especialmente durante acelerações e outros momentos de elevado consumo de energia. A taxa de descarga, portanto, desempenha um papel essencial na avaliação da performance das baterias e na sua adaptação a diferentes tipos de utilização.
Impacto na autonomia e custos
De acordo com a empresa Integrals Power, os resultados dos testes realizados indicam que o novo material catódico de fosfato de ferro-lítio-manganês (LMFP) pode resultar num aumento de até 20% na eficiência das baterias em comparação com as baterias convencionais compostas por fosfato de ferro-lítio.
Este avanço representa uma melhoria significativa em termos de desempenho, permitindo que as baterias alimentem os veículos elétricos de forma mais eficiente e com maior autonomia. Além disso, as novas baterias LMFP surgem como uma alternativa promissora em relação às baterias de níquel-cobalto-manganês (NCM), que são geralmente mais dispendiosas e dependem de minerais raros e críticos para a sua produção.
A utilização do novo material LMFP tem o potencial de proporcionar baterias mais leves, com um custo mais acessível e com um impacto ambiental reduzido, uma vez que dependem de recursos mais abundantes e sustentáveis.
Essa inovação tecnológica também permite que as baterias sejam mais sustentáveis, tanto em termos económicos quanto ambientais. Ao substituir os materiais mais caros e escassos presentes nas baterias NCM, o LMFP poderá contribuir para a redução de custos na produção de baterias, o que se traduz num benefício para os consumidores e para o mercado em geral. A combinação de desempenho elevado, maior durabilidade e uma alternativa aos materiais críticos torna a tecnologia LMFP uma opção viável para o futuro dos veículos elétricos, permitindo o seu crescimento de forma mais sustentável.
Behnam Hormozi, fundador e diretor executivo da Integrals Power, sublinhou que este avanço tecnológico permite à empresa oferecer uma solução que combina alto desempenho, maior autonomia e durabilidade das baterias, sem recorrer aos elevados custos e à dependência de materiais raros e críticos utilizados nas baterias NCM. Esta inovação posiciona o LMFP como uma opção promissora para o futuro da mobilidade elétrica e para a evolução das baterias em várias indústrias.
O futuro das baterias e da mobilidade elétrica
Neste momento, amostras do material LMFP estão a ser submetidas a uma avaliação rigorosa por parte de clientes das indústrias de armazenamento de energia e mobilidade elétrica. A avaliação envolve uma análise detalhada das propriedades e potencial do novo composto, com o objetivo de determinar a sua aplicabilidade em diversos contextos, nomeadamente na produção de baterias mais eficientes e com maior durabilidade.
A inovação trazida pelo LMFP tem o potencial de acelerar o desenvolvimento de veículos elétricos mais eficientes, ao mesmo tempo que possibilita a criação de baterias mais compactas, leves e acessíveis. Este avanço tecnológico pode representar um marco significativo para o futuro da mobilidade sustentável, oferecendo uma solução que pode contribuir para a redução de custos e melhoria do desempenho dos veículos elétricos, ao mesmo tempo que minimiza a dependência de materiais raros e críticos.
A longo prazo, espera-se que a adoção generalizada desta tecnologia possa transformar a forma como as baterias são produzidas e utilizadas, impulsionando uma nova era de eficiência energética e sustentabilidade no sector dos veículos elétricos. O impacto da inovação pode estender-se para outras indústrias, como a do armazenamento de energia renovável, que também poderá beneficiar de baterias mais leves e económicas.
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